Teleconsultoria

Caso a pessoa tenha viajado recentemente, existe recomendação para isolamento domiciliar após seu retorno?

Pessoas provenientes de locais de transmissão comunitária, devem permanecer em isolamento domiciliar por 7 dias, pelo risco de desenvolvimento de sintomas, assim como transmissão do vírus a demais pessoas da família e comunidade. Caso apresente sintomas durante o período de monitoramento de 7 dias deve-se realizar coleta de swab para RT PCR e manter-se isolado junto de quem reside.

Quando deve ser utilizado o respirador particulado N95 ou PFF2 na unidade básica de saúde?

De acordo com nota técnica emitida pela Anvisa, as máscaras de proteção respiratória com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas (tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3) devem ser utilizadas por profissionais de saúde que realizam procedimentos geradores de aerossóis como por exemplo: intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual

O usuário dos serviços de atenção primária em saúde pode optar por ser atendido em uma unidade de saúde que não corresponde à unidade de seu território?

O acesso deverá ser preferencialmente na unidade de saúde mais próxima da residência do usuário. Porém, é assegurado ao cidadão, conforme a Portaria nº 1.820/09, sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde que “§ 2º Nas situações de urgência/emergência, qualquer serviço de saúde deve receber e cuidar da pessoa, bem como encaminhá-la para outro serviço em caso de necessidade”1,2.

A medicação anti-tuberculose deve ser tomada apenas em jejum?

O esquema básico para tratamento da tuberculose faz uso combinado de até 4 fármacos (isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol) em um único comprimido, utilizado em uma única tomada diária, preferencialmente em regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO). O TDO envolve o uso do medicamento pelo paciente realizado sob a observação de um profissional de saúde ou de outros profissionais capacitados, idealmente em todos os dias úteis da semana, com local e horário a combinar.

É possível administrar, no mesmo dia, duas vacinas intramusculares no mesmo local?

No adulto, a administração de duas vacinas no mesmo deltoide deve ser evitada, exceto se os imunobiológicos forem administrados por diferentes vias (uma subcutânea e outra intramuscular, por exemplo).

O local recomendado para a administração simultânea de duas vacinas, principalmente em crianças menores de 2 anos de idade, é o vasto lateral da coxa. A administração no mesmo músculo não diminui o efeito da vacina, nem aumenta a chance da ocorrência de eventos adversos. Porém, as injeções devem ser sobre o eixo da coxa, separadas por pelo menos 2,5 cm de distância.

Se a criança iniciar o esquema vacinal com a hexavalente, é possível conclui-lo administrando a pentavalente + VIP?

As vacinas podem ser intercambiáveis.

Porém, a orientação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), é que o esquema vacinal deve ser realizado com o mesmo produto utilizado na dose inicial, sempre que possível. Na impossibilidade de concluir o esquema com o mesmo produto, caso ele não esteja disponível ou não se saiba qual foi o utilizado na dose inicial, pode ser utilizado o produto que estiver disponível para continuidade do esquema.

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