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Postagem
12/01/2023
Como a APS pode atuar na prevenção e controle das IST/Aids?

As ações da Atenção Primária em Saúde (APS) para a prevenção e controle de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/AIDS) fazem referências:

  1. a) Atividades educativas para promoção à saúde e prevenção; Deve-se fazer um aconselhamento centrado no indivíduo e suas práticas sexuais com o objetivo de identificar práticas de risco e estabelecer um plano para a redução de contaminação com recomendações de prevenção, indicando o uso de métodos de barreira durante a atividade sexual oral, vaginal e anal. Como também mencionar o uso individual e a higienização de acessórios sexuais, ofertando também a profilaxia da infecção pelo HIV pré ou pós exposição, quando recomendado. Além disso, a realização dos testes rápidos para detecção da infecção pelo HIV, sífilis e hepatites B e C devem ser indicados (RAMOS et al., 2022).
  2. b) aconselhamento para os testes diagnósticos e para adesão à terapia instituída e às recomendações da assistência;
  3. c) diagnóstico precoce das IST, infecção pelo HIV, hepatites e HTLV;
  4. d) tratamento adequado da grande maioria das IST;
  5. e) encaminhamento dos casos que não competem a esse nível de atenção, realizando acompanhamento conjunto;
  6. f) prevenção da sífilis congênita e da transmissão vertical do HIV.

A Atenção Básica à Saúde, como o próprio nome diz, é a porta de entrada para o acesso ao atendimento de saúde pública no Brasil. Nesse sentido, cabe a esse nível de atenção o papel de informar sobre as ações de prevenção de doenças e promoção em saúde para a população, além de assisti-la de forma resolutiva e contínua, uma vez que quando necessário possam ser encaminhados para os demais níveis de atenção (BRASIL, 2006).

As Infecções Sexualmente Transmissíveis são uns dos maiores problemas de saúde pública presente no Brasil, sendo que quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem evoluir para casos graves e até ao óbito para o indivíduo infectado. Sob esse viés, as IST ‘s mais comuns no país são o HIV, as hepatites virais (Hepatite B e Hepatite C), Sífilis, entre outras doenças (BRASIL, 2006). É essencial que os serviços de saúde promovam um acesso e atendimento adequado à população que vai até às unidades de saúde, em busca de passar informações adequadas e um atendimento resolutivo para eles. Ademais, cabe aos profissionais das unidades atenderem os pacientes de forma resolutiva e humanizada, identificando os grupos mais vulneráveis a sofrer com essas infecções (BRASIL, 2006). Vale ressaltar que a realização de atividades com a comunidade também é essencial para o autoconhecimento da população, promovendo o aumento da percepção sobre as situações de risco e agravos dessas doenças, além de formas adequadas de prevenção contra IST ‘s (BRASIL, 2006).

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica: HIV/aids, hepatites e outras DST. Última atualização: 2006. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcad18.pdf. Acesso em: 01 de Outubro de 2022.

RAMOS, Mauro Cunha et al. Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis 2020: infecções que causam úlcera genital. Epidemiologia e Serviços de Saúde [online]. v. 30, n. 1. Disponível em: . Acesso em: 02 de Outubro de 2022.

DESCRITORES CIAP2

 X70 Sífilis feminina.

X71 Gonorréia feminina.

Y70 Sífilis masculina.

Y71 Gonorreia masculina.

Y72 Herpes genital.

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Juliana Dias Reis Pessalacia – Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP Professora associada II da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

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Andressa Bicalho Marques – Graduanda do Curso de Graduação em Medicina do Campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Júlia Cirilo Robles – Graduanda do Curso de Graduação em Medicina do Campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Maria Gabriella Pereira dos Santos – Graduanda do Curso de Graduação em Medicina do Campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Nathália Fonseca da Silva – Graduanda do Curso de Graduação em Medicina do Campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Priscila Neres Parreira – Graduanda do Curso de Graduação em Medicina do Campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

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