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Postagem
12/12/2022
Quais são as formas de prevenção da Hanseníase?

As principais formas de prevenir a Hanseníase são: o diagnóstico precoce, a identificação das regiões consideradas foco da doença e o tratamento adequado, assim como o exame clínico e a indicação de vacinação BCG tanto para todos os contactantes próximos do caso novo diagnosticado quanto para a população em geral, a fim de melhorar a resposta imunitária dos contatos do paciente.

Dessa forma, a cadeia de transmissão da doença pode ser interrompida. Vale frisar que ações voltadas ao aumento da imunidade também podem auxiliar na prevenção da hanseníase, dentre elas: manter hábitos saudáveis de vida, como alimentação adequada, evitar uso de álcool e praticar atividade física. Essas medidas, unidas a condições de higiene, favorecem o não adoecimento por essa doença e melhoram a eficácia da polifarmácia utilizada no tratamento.

COMPLEMENTAÇÃO:

 A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, ou seja, transmitida de pessoa a pessoa através da eliminação de Mycobacterium leprae no ambiente pelos pacientes com alta bacteremia. Assim, esse ambiente fica contaminado, de modo que outras pessoas, próximas a esses locais, inalam a bactéria e se infectam. Logo, o contato próximo e prolongado com alguém contaminado com a doença é a maneira mais comum de transmissão, uma vez que esse fato favorece a inalação da micobactéria presente no ar. Outrossim, é necessário ressaltar que apertos de mão, abraços ou apenas se sentar no mesmo local que alguém contaminado não é o suficiente para adquirir a doença, assim como, contato sexual ou da mãe para o feto através da placenta, por isso as melhores formas de prevenção são aquelas citadas anteriormente.

Devido à natureza lenta de crescimento da bactéria e o tempo prolongado necessário para adquirir a doença, é difícil afirmar certamente qual foi a fonte de infecção, portanto, identificar focos de hanseníase, muitas vezes, só é possível quando a doença já se encontra em um estágio mais avançado. Essa situação evidencia a necessidade do treinamento dos funcionários de saúde. Para romper com a hierarquização de algumas ações programáticas deu-se ênfase à descentralização das ações de controle da hanseníase, por ser a estratégia mais apropriada à ampliação do acesso aos diagnósticos e tratamentos precoces e à redução de incapacidades e de focos de transmissão da doença.

Com esse objetivo, a política adotada foi de descentralização do diagnóstico das unidades de referência para a atenção básica e fortalecimento da atenção básica e da estratégia Saúde da Família, para que os diagnósticos e tratamentos aconteçam de maneira mais rápida e efetiva e, desse modo, evite a propagação da doença e previna incapacidades aos infectados. Por fim, vale ressaltar que, mesmo que a vacina BCG seja direcionada à prevenção da tuberculose, ambas as doenças são causadas por bactérias do gênero Mycobacterium. Então, a vacina pode proporcionar uma imunidade cruzada entre essas bactérias, uma vez que possuem significantes similaridades.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia prático sobre Hanseníase. Brasília-DF, 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_hanseniase.pdf. Acesso em: 02 out. 2022.

BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Controle da Hanseníase-PNCH. Brasília-DF, 2009. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/bvsms/resource/pt/mis23542. Acesso em: 02 out. 2022.

Centers for Disease Control and Prevention , National Center for Emerging and Zoonotic Infectious Diseases (NCEZID), Division of High-Consequence Pathogens and Pathology (DHCPP). Hansen’s Disease (Leprosy). [S.I.], 31 de mar. de 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/leprosy/. Acesso em: 02 out. 2022.

Descritor CIAP2

 A78 Hanseníase e outras doenças infecciosas NE.

TELECONSULTOR

 Maria Angélica Gorga – Médica graduada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1986), residência médica em dermatologia pela Universidade Federal de Goiás, título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), título de especialista em Hansenologia pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH). Docente do curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus Três Lagoas (CPTL). Atua como médica dermatologista hansenologista no Programa Municipal de Hanseníase e Tuberculose da Prefeitura Municipal de Três Lagoas e em clínica particular. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3151347201533987.

Juliana Dias Reis Pessalacia – Enfermeira, Psicanalista, Pós Doutora em Enfermagem em Saúde Coletiva pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EE-USP), Mestre e Doutora em Enfermagem Psiquiátrica pela Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP). Docente Associada da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campus Três Lagoas (CPTL), atuando no curso de graduação em Medicina. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4043784563120025.

COLABORADORES

Ana Elisa Santana – Acadêmica do curso de Medicina, 2º período, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas – CPTL. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0919731562418864.

Juan Sanches Borges – Acadêmico do curso de Medicina, 2º período, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas – CPTL. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2833898744608262.

Laura Belice Weiler – Acadêmica do curso de Medicina, 2º período, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas – CPTL.

 Letícia Lima Pereira – Acadêmica do curso de Medicina, 2º período, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas – CPTL. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0919731562418864.

Pedro Arthur Chagas e Silva – Acadêmico do curso de Medicina, 2º período, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas – CPTL.

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