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Postagem
19/10/2022
Qual o papel da Atenção Primária na vigilância ambiental?

Ações de Vigilância Ambiental devem estar inseridas no cotidiano das equipes de Atenção Primária, com atribuições e responsabilidades definidas em território único de atuação, integrando os processos de trabalho, bem como o planejamento, a programação, o monitoramento e a avaliação. Essa integração está prevista levando em consideração a influência que o ambiente possui com relação a saúde do indivíduo.

Essa vigilância atua de forma direta e contínua ou através de ações em parceria com outros órgãos e secretarias, no monitoramento do (a):

  • Qualidade do solo;
  • Qualidade da água;
  • Qualidade do ar;
  • Contaminantes ambientais;
  • Manejo dos resíduos tóxicos e perigosos;
  • Desastres naturais;
  • Acidentes com produtos perigosos.

Além disso, atuam no controle de vetores, para reduzir ou mesmo eliminar as situações favoráveis ao desenvolvimento de vetores de doenças (insetos, aracnídeos, moluscos etc.), tais como o Aedes aegypti, os triatomíneos, flebotomíneos, carrapatos entre outros.

A partir de registros de notificações compulsórias, bem como o serviço de territorialização promovido pelas unidades básicas de saúde, é possível a identificação do perfil epidemiológico de determinada região por parte da vigilância ambiental que, posteriormente, articulará medidas integradas a Atenção Primária à Saúde (APS), no intuito de promover ações de controle, promoção de saúde e prevenção de riscos e agravos.

Sendo assim, a saúde ambiental é foco da Atenção Primária à Saúde (APS), pois esta possui uma abordagem voltada para o território, por meio de ações como: educação e vigilância ambiental em saúde que visam diminuir ou erradicar agravos relacionados ao ambiente e ao comportamento dos ocupantes de determinada localidade.

Nesse aspecto, o território permite delimitar e reaver as características específicas de cada âmbito populacional e as enfermidades apresentadas, sendo imprescindível para a realização das demandas a criação de vínculo de responsabilidade, bem como a avaliação do impacto das ações, facilitando o processo de reconhecimento de situações que ofereçam risco.

Nessa perspectiva, é fundamental o uso de diretrizes clínicas que proponham ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação, dirigidos aos problemas mais frequentes da população sob vigilância ambiental. Um exemplo de atuação em conjunto dessas duas esferas são as medidas de combate à dengue, em que as Vigilâncias Ambientais, por meio das Unidades Básicas de Saúde e Estratégias de Saúde da Família, reforçam as medidas de combate à proliferação do mosquito por meio de orientações e fiscalizações.

Portanto, a integração da APS na Vigilância Ambiental é fundamental para o fornecimento de registros epidemiológicos de determinada região e população, a fim de aprimorar a assistência em saúde, voltadas à práticas e políticas de promoção, prevenção, recuperação e combate de fatores biológicos que apresentem riscos à saúde.

Referências

ALMEIDA P. F.; FAUSTO, M. C. R.; GIOVANELLA, L. Fortalecimento da atenção primária à saúde: estratégia para potencializar a coordenação dos cuidados. Revista Panamericana de Salud Publica, Washington, v. 29, n. 2, p. 84-95, 2011.

BARCELLOS, C. Constituição de um sistema de indicadores socioambientais. In: MINAYO, M. C. S.; MIRANDA, A. C. (Org.). Saúde e ambiente sustentável: estreitando nós. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2002. p. 313-329.

SANTOS, M. Saúde e ambiente no processo de desenvolvimento. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 8, n. 1, p. 309-314, 2003.

TELESSAÚDERS-UFRGS. Desafios da Atenção primária à Saúde no Brasil: Módulo do Curso Qualifica APS. Porto Alegre: TelessaúdeRS/ UFRGS, 2016. Acesso em: 30 Jul. 2020.

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Lucas Gazarini – Graduado em Farmácia (habilitação: Análises Clínicas) pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Paraná (2008). Obteve o título de mestre (2011) e doutor (2015) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) pelo Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, com ênfase em neuropsicofarmacologia. Tem como foco de estudo a neurobiologia das memórias aversivas, o envolvimento da transmissão noradrenérgica no processamento de memórias de medo e seus impactos sobre as respostas defensivas. Membro da Rede Brasileira de Estudos da Memória (ReBraEM). É orientador junto ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFMS/CPTL.

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